Américo Martins, enviado
especial a Quebec
O Movimento dos Trabalhadores
Rurais Sem Terra (MST) está inspirando algumas das pessoas que
vão protestar contra a criação da Alca neste fim de semana, na
cidade de Quebec, no Canadá.
Uma delas é a canadense
Faith Manfield, uma universitária de 24 anos que estuda
Economia e Desenvolvimento Internacional na Universidade de
Winnipeg.
“Eu fui ao Brasil e trabalhei com um grupo do
MST, no Paraná. Eu morei com uma família num acampamento e
aprendi lá que existem muitas pessoas que acreditam num mundo
diferente”, diz ela.
Faith afirma que
é contra a criação da Alca (a Área de Livre Comércio das
Américas) porque ela daria “muito poder às multinacionais”.
Além disso, diz ela, “vários países do continente não estão
preparados para o livre
comércio”.
Democracia
A estudante
canadense afirma que o processo de criação da Alca não é
democrático.
“Eu gostaria de dar a minha opinião sobre
esse processo”, diz ela
Faith diz que, antes de se
preocupar com a formação da Alca, é necessário criar um acordo
social que limite os poderes das grandes corporações
internacionais.
A estudante participou de vários
cursos ministrados pelos grupos que estão preparando as
manifestações em Quebec e diz que vai tomar parte nos
protestos contra a Cúpula das Américas, que será realizada na
cidade no fim de semana e vai reunir os chefes de estado de 34
países do continente.
“Eu vou protestar de maneira
pacífica, não violenta”, afirma ela. “Mas eu tenho medo que a
polícia seja violenta contra os manifestantes”, completa a
canadense.
Faith Manfield vai voltar ao Paraná este ano
para passar mais um período com os integrantes do
MST.
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