A ganância capitalista é
como uma sede que não se esgota. Os patrões, as empresas e os
países ricos sempre inventam novas formas para sugar a
riqueza produzida pelos trabalhadores e pelos países pobres. De
vez em quando, eles apresentam planos enfeitados, para iludir
o povo e manter sua dominação. Em geral, os pobres não entendem a
manobra e quando desembrulham o pacote, ... já é tarde
demais.
Os Estados Unidos que sempre quiseram
ser os donos de todos os americanos, agora, estão tentando
implantar a ALCA (Área de Livre Comércio das Américas). Como sempre,
falam do novo projeto como se fosse a construção do Paraíso. Mas,
por trás desse discurso norte-americano, se esconde um interesse
imperialista. O imperialismo é a postura arrogante de quem se
acha superior e trata os outros povos como colônias que devem
servir à metrópole.
A cartilha quer explicar, de forma
simples e didática, o que é a proposta de criação da ALCA. Mas, a
cartilha é também uma convocação. Porque é impossível tomar
conhecimento e não se indignar com a injustiça. É uma convocação
para participar de um amplo movimento social que discuta e
combata a iniciativa da ALCA, em todos os países das três
Américas. A cartilha também divulga e orienta sobre a organização do
Plebiscito Nacional sobre a
ALCA, a ser realizado de 1 a 7 de
Setembro de 2002, finalizando com o Grito dos Excluídos. Coerente
com o Plebiscito, o lema do Grito será "Soberania não se
negocia".
Quem luta tem claro que o opressor nunca
pode ser a razão fundamental que une os oprimidos. Por isso, o
esforço decisivo para derrotar a ALCA faz parte da luta permanente
dos oprimidos contra todas as dominações. Porque a convicção
profunda que une os(as) militantes, é o sonho universal de
construir uma alternativa popular, solidária e fraterna,
onde homens e mulheres repartem o pão e o
poder.