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Área de Livre Comércio  das Américas -ALCA.

            

Histórico:
 
        Em 1990, o Presidente dos Estados Unidos, George Bush, lançou a " Iniciativa para as Américas", que visava ao aprofundamento das relações daquele país com a América Latina, que assim voltava a figurar entre as prioridades de política externa dos Estados Unidos. Na época constavam como pontos importantes da Iniciativa a questões dos investimentos, da dívida externa e do comércio. Nasceu naquela ocasião a idéia de constituir uma área de livre comércio do Alasca à Terra do Fogo.Este projeto foi retomado pelo sucessor de Bush, Bill Clinton, que chamou os países do hemisfério para uma Reunião de Chefes de Estado e de Governo em Miami. Assim, em 10 de dezembro de 1994, ocorreu em Miami a Reunião de Cúpula das Américas, reunindo chefes de Estado de 34 países do continente, exceto Cuba, que decidiram dar início à constituição da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA).O documento oficial que saiu deste encontro contém uma Declaração de Princípios e um Plano de Ação. Na Declaração de Princípios, os paí
O item c, que estabelece o compromisso com ar regras e disciplinas do GATT, particularmente com o Art.XXIV e com o Art. V do GATS;
O item e, que reafirma o princípio do empreendimento único (single undertaking);
O item f, que estabelece que a ALCA poderá coexistir com acordos bilaterais e sub-regionais na medida em que os direitos e obrigações assumidos ao amparo desses acordos não estejam cobertos pelos direitos e obrigações da ALCA, ou os ultrapassem;
O item l, segundo o qual os diferentes níveis de desenvolvimento devem ser levados em conta para que haja plena participação de todos os países na ALCA.
O Anexo II estipula os objetivos por área temática. Em Acesso a Mercados estabelece-se que todo o universo tarifário está sujeito à negociação e que é possível negociar diferentes cronogramas de negociação. Na parte de agricultura estabelece-se que medidas sanitárias e fitossanitárias não sejam aplicadas de maneira arbitrária de forma a restringir o comércio de produtos agrícolas e que os subsídios às exportações sejam eliminados no hemisfério.Na II Cúpula das Américas, realizada em Santiago do Chile em abril de 1998, os chefes de Estado e de Governo do Hemisfério instruíram os Ministros de Comércio a iniciarem as negociações sobre a ALCA, de acordo com o que ficou estabelecido em São José da Costa Rica. A Cúpula recordou que as negociações deveriam estar concluídas até 2005 e medidas específicas de facilitação de negócios deveriam ser acordadas até o final do século.O documento oficial traz no seu Plano de Ação quatro partes: a primeira parte é relativa à Educação, que é entendida como a chave p
Segunda reunião: Paramaribo, Suriname, 2 e 3 de dezembro de 1998.
Segunda reunião (Continuação): Miami, Florida, 27 e 28 de abril de 1999.
Terceira reunião: Cochabamba, Bolívia, 28 e 30 de julho de 1999.
Terceira reunião (Continuação): Miami, Florida,14 e 15 de outubro de 1999
Quarta reunião: Toronto, Canadá, 1 e 2 de novembro de 1999
Desta forma chega-se à Reunião Ministerial de Toronto que marcou o início de uma nova fase da negociação, onde se tentará buscar o acordo sobre temas controversos, principalmente nos grupos de acesso a mercados, em função da definição de métodos, modalidades e cronograma de desgravação, e agricultura, pela questão dos subsídios agrícolas, picos e escalada tarifária. Isto será feito através de um esforço de redação de esboços de Acordo para os diversos temas da ALCA que serão remetidos para análise dos Ministros de Comércio até o final de 2000.Princípios Negociadores:A posição do governo brasileiro quanto a uma futura Área de Livre Comércio das Américas – ALCA, tem sido na direção de que se alcance nas negociações um equilíbrio de ganhos e concessões entre os 34 países. Na Reunião Ministerial de Belo Horizonte (maio de 1997), presidida pelo Brasil, adotou-se um conjunto de princípios negociadores fundamentais :
Processo decisório por consenso
Single undertaking ou indissolubilidade do pacote negociador
Coexistência da ALCA com acordos bilaterais e sub-regionais de integração e de livre comércio mais amplos ou profundos
Compatibilidade da ALCA com os acordos da OMC
Desde o início do processo ALCA, reconheceu-se a grande importância da participação da sociedade civil nas discussões envolvendo a formação da área de livre comércio, por isso, paralelamente às Reuniões Ministeriais, sempre é realizado o Fórum Empresarial das Américas, que conta com a participação, por cada país, de entidades representativas dos mais variados segmentos da sociedade

 

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